“— Eu te amo — disse Philip. — Você é minha melhor amiga.
— Você também é meu melhor amigo.
— Nós nos compreendemos. Sempre vamos ser amigos.
(…)
Seis meses se passaram, e ela ouviu de alguém o comentário de que Philip ia se casar. Ela embarcou em um avião e foi para Nova York para confrontar-se com ele.
— Não pode se casar — disse.
— Por que não?
— E nós?
— Nós não temos nada um com o outro.
— Só porque você não quer.
— Se eu quero ou não, não importa. Simplesmente não temos nada um com o outro.
— Quem é ela? — insistiu Schiffer. — O que ela faz?
Seu nome era Susan, e ela professora particular em Manhattan. Quando Schiffer insistiu, ele mostrou a ela uma fotografia. Tinha 26 anos, era bonita e totalmente sem sal.
— Depois de todas as mulheres que teve, por que ela? — perguntou Schiffer.
— Estou apaixonado por ela. Ela é legal — disse Philip.
Schiffer teve um acesso de raiva e depois suplicou:
— O que ela tem que eu não tenho?
— É estável.
— Eu posso me esforçar para ser estável.
— Ela está sempre no mesmo lugar.
— E é isso que você quer? Uma ovelha que faça tudo o que você quiser?
— Não conhece Susan. Ela é muito independente.
— Ela é dependente. É por isso que vai se casar com ela. Pelo menos reconheça os verdadeiros motivos.
(…)
Um pouco mais de um ano se passou, e ela ouviu um agente dizer que Philip ia se divorciar. Seu casamento tinha durado 14 meses. Mas a essa altura, já era tarde demais.”
- Quinta Avenida nº 1

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